Gramática da Língua Portuguesa

Texto para Análise 4.1

Posted on: março 25, 2010

1 –
a) Há na tirinha acima, algumas palavras com acento. Justifique seu emprego.
b) Explique o humor da tirinha.

2 –

  • Ciranda de pedra
  • Verão no aquário
  • Antes do baile verde
  • as meninas
  • Seminário dos ratos
  • A disciplina do amor
  • Mistérios
  • As horas nuas
  • A noite escura e mais eu
  • Invenção e memória
  • Durante aquele estranho chá
  • Conspiração de nuvens

a) Relacione as palavras paroxítonas acentuadas terminadas em ditongo, presente nesse anúncio.
b) As palavras paroxítonas terminadas em ditongo constituem um grupo nnumeroso entre as paroxítonas acentuadas graficamente. Faça uma pesquisa nos diversos textos que estiverem a seu alcnce e observe se esse fato realmente se confirma. A que outro grupo de palavras não acentuadas elas se opõem?
c) Dentre tantas palavras paróxítonas terminadas em ditongo, há uma não acentuada nesse anúncio. Como você justifica esse fato?

3 –

Construção
(Chico Buarque)

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

a) Observe a última palavra de cada um dos versos do texto. Porque todas são acentuadas graficamente?
b) Por que as palavras do tipo a que se refere a questão anterior são todas acentuadas graficamente?
c) Além da última palavra de cada verso, só há uma outra acentuada no texto. Qual é e por que recebe acento gráfico?
d) A partir do que se vê no texto e nas três questões anteriores, pode-se concluir que no português as palavras que recebem acento são maioria ou a minoria? Explique.
e) Observe estas palavras retiradas do texto: última, máquina, náufrago, música, público, tráfego e último. Se fosse eliminado o acento gráfico, as palavras continuariam existindo? Explique.
f) Que efeito causa o emprego de palavra de mesma acentuação tônica no final de cada verso? Comente.
g) “Morreu na contra mão atrapalhando o sábado”. Por que se pode dizer que essa é uma maneira irônica e patética de sintetizar o espírito do texto?

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